sábado, 13 de setembro de 2008

Política nos esteites... barra pesada



Esse é o vídeo da tal primeira entrevista de Sarah Palin como candidata a vice na chapa de Mcain. Não está legendado - mas ela fala bem ex-pli-ca-di-nho. A questão é como política lá nos esteites pega mais embaixo: política e religião, "O Príncipe", soberania nacional etc etc etc.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Comissão de Justiça e Paz: movimento popular urbano e rural contra o avanço do capital.



Saindo do forno o blog da CJP. Confiram!!

http://cjpsalvador.blogspot.com/


Ela por ela mesma:


"A CJP desenvolve um trabalho de assessoria ao Movimento Popular urbano e rural, na Região Metropolitana de Salvador (RMS) e Recôncavo Baiano.
Desde 1983, assessoramos grupos populares da cidade e do campo, estabelecendo como princípio a luta pela dignidade humana. Ao longo dos anos foram estabelecidas como prioridades norteadoras, a luta pela conquista do solo urbano, a reforma agrária, a defesa e promoção dos direitos humanos.
A CJP tem atuado ao lado dos setores que se localizam como as maiores vítimas da exclusão econômica, social, política e cultural, ou seja, grupos sem terra rural, sem teto urbano e quilombolas nas suas lutas por terra, moradia e pelos demais direitos que lhes são negados.
A CJP assessora as demandas dos(as) trabalhadores(as) rurais que vivem na Região Metropolitana de Salvador. Em termos urbanos, a CJP trabalha de forma sistemática no apoio àqueles grupos de periferia QUE COMEÇAM A SE ORGANIZAR em torno de um problema ou de um direito que está sendo violado.
A CJP é a entidade chamada nos momentos que surgem os conflitos, como “bombeiro” inicial. A intervenção da CJP vai no sentido de contribuir para que estes grupos se organizem de forma permanente, legítima e autônoma, buscando uma formação continuada para que se assumam enquanto classe trabalhadora, da raça negra e enquanto homens e mulheres que devem lutar para construir um universo de relações diferentes, com um caráter solidário e sem exploração.
As linhas temáticas que orientam a intervenção da CJP são classe, raça e gênero, pois temos consciência que se os sujeitos sociais hoje não são somente, nem principalmente, as classes sociais. O recorte classista no sentido de atuar junto aos que têm para vender somente a sua força de trabalho percorre toda nosso ação. Para nós, na Bahia o trabalho para ser eficaz, tem que perpassar as questões de gênero e de raça, que recortam toda a exclusão econômica, política, social e cultural, pois as maiores vítimas da exclusão no Estado são os negros e as mulheres
."



PS: Foto de D.A.P http://flickr.com/photos/daniellepereira/2435220911/

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Educando as criancinhas...



Terça e quarta dias de hortifruti no bompreço; é quando eu faço meu mercadinho que, não riam, gira em torno de R$25,00 a R$30,00 na semana (sim passo bem obrigada e como praticamente todos os dias, todas as refeições em casa). Tenho, por sinal, certo orgulho: consigo segurar o impulso consumista e fico sem os industrializados, os caros, os de marca e os super-supérfluos e assim ponho em prática o tal "consumo consciente" - ajudada pelo exigüidade do meu orçamento claro...

Fico naquela: banana, maçã, mamão, aveia, linhaça, granola, iogurte (indispensáveis para "minha tigelinha" do café da manhã, como diz o capixaba-piadista com aquela cara de "fia como é que cabe isso tudo numa pança só?!?!") (lógico que quando chegam ao preço exorbitante de, por exemplo, R$3,78 o kg da maçã, eu corto com o coração na mão e trato de me adaptar às frutas da estação); cebola, alho e verduras, raízes e tubérculos da promoção (geralmente chuchu, abóbora, cenoura, inhame), e claro, a barrinha de cereal, hehehe.

Os mensais são arroz, feijão, soja e, novidade desse segundo semestre, frango. Sim tomei coragem, perdi meus últimos escrúpulos vegetarianísticos e preparei um franguinho (temperado no alho e sal e grelhado... ficou bom, hein).

Fora isso a dispensa tem: cuzcuz, torrada, temperos e chás diversos; uns biscoitos, goiabada, chocolate para receber os amigos; farinha de trigo, fermento, leite condensado, creme de leite, milho verde em caso de resolver fazer alguma receitinha mais incrementada; e, claro, miojo...

Sim, mas antes de ficar falando esse monte de abobrinha, o que eu queria mesmo relatar era meu encontro com o mundo capitalista-ecológico-responsável-para-crianças. Passeando pelos corredores do mercado, subitamente me deparei com a visão do inferno: "Banco Imobiliário Sustentável", ou seja, aprenda a ganhar dinheiro com a consciência e imagem limpinhas, ops, com o meio-ambiente limpinho.

Procurando a imagem do jogo achei o blog "banco imobiliário". Lá os posts são de um tal "banqueiro" (hehe) e descobri que o brinquedinho acabou de ser lançado.

Segundo o diretor de marketing da Estrela, Aires Leal Fernandes, "na versão do banco imobiliário sustentável, as companhias de transporte foram substituídas por empresas como Companhia de Reciclagem Energética, Companhia de Reflorestamento, de Agricultura Orgânica e de Reciclagem Mecânica. As cartas de Sorte ou Revés também são temáticas. O jogador pode sofrer reveses como “sua empresa foi multada por poluir demais”, ou sortes como “você protegeu suas terras do desmatamento e faturou com o turismo ecológico” e “sua cadeia de restaurantes orgânicos é um sucesso”. Já o dinheiro é substituído por créditos de carbono."

Realmente achei louvável essa ação de educação ambiental da Estrela, olhem só o que diz o presidente da empresa, Carlos Tilkian:

“Entendemos que levar estas inovações para as crianças faz parte de um processo de educação importante sobre conscientização ambiental para que, quando estas crianças se transformarem em novos líderes, possam dar melhores contribuições ao crescimento sustentável de nosso planeta”

Lógico que vai custar um pouquinho mais caro, 15% mais do que a versão fora da moda ecologicamente correto.

Ficou interessado, aviso logo que por enquanto só nas lojas Wall-Mart. Então vá correndo no Bompreço mais perto e garanta logo o seu.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Zeitgeist - o filme


Um amigo indicou-me o filme, depois ouvi outra pessoa comentando, ontem lembrei e resolvi assistir. Tem umas duas horas e pouquinho e eu acho que, de certo modo, vai virar uma espécie de febre da internet.

A ser lançado em outubro no Artivist Festival (http://www.artivists.org/), já está disponível no site do próprio filme (http://www.zeitgeistmovie.com/) legendado em diversas línguas

Bem, coloco aqui porque acho que valhe a pena dar uma olhada. Parece alucinação, teoria da conspiração, mas para mim faz muito sentido. Conversando com um amigo que morou há muitos anos lá nos esteites, ele confirmou várias informações.

ASSISTAM, e depois digam o que acharam...
o link para o filme legendado em português


PS: Não sei de quem é a foto, mas ainda assim coloco aqui, afinal já lembrava Glauber: fiquemos de olho...

domingo, 7 de setembro de 2008

I Festival Latino-Americano de Teatro (FILTE)


De 05 a 14 de setembro em Salvador
Apresentação de produções nacionais, e espetáculos cubanos, mexicanos, peruanos e equatorianos - um panorama contemporâneo das artes cênicas na América Latina.

Evento: I Festival Latino Americano de Teatro
Temporada: 5 a 14 de setembro
Local: Teatro Vila Velha (Av. Sete de Setembro, s/n - Passeio Público.
Ingresso : R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia). Informações: (71) 3083-4600

PROGRAMAÇÃO

A Mulher Que Comeu o Mundo (Usina do Trabalho do Ator – Rio Grande do Sul)
Dia/ Hora: 7 de setembro, às 20h
Local: Sala Principal do Teatro Vila Velha
Brincando com a metáfora da mulher gorda como símbolo da ganância e dabusca desenfreada pelo poder, a peça conta a história da filha única de um célebre e rico ladrão, que vivia isolada do mundo. Após a morte do pai, numa tentativa de tê-lo sempre consigo, ela esfarela o cadáver e o come. E não sabendo mais o que comer, pede ajuda aos vizinhos, que ao perceberem que a mulher não conhece o valor do dinheiro e está disposta a trocar toda a fortuna herdada por comida, bajulam-na em troca das suas riquezas.

ATO (Grupo Magiluth - Pernambuco)
Dia/ Hora: 9 de setembro, às 20h
Local: Sala Principal do Teatro Vila Velha
Livremente inspirado no "Ato Sem Palavras I", do irlandês Samuel Beckett, a montagem consiste num trabalho de pesquisa e experimentação da arte do clown que une conceito, técnica e poesia inspirados na linguagem cênica de Beckett para falar das relações de poder. Mostra quatro vagabundos, esquecidos pelo tempo, jogados e enclausurados num círculode jornais velhos e malas antigas.

Fábulas (Clowns de Shakespeare – Rio Grande do Norte)
Dia/ Hora: 10 de setembro, às 18h
Local: Sala Principal do Teatro Vila Velha
Três atores do grupo Clowns de Shakespeare entram em cena para contar cinco histórias, inspiradas nas fábulas de Esopo e La Fontaine, selecionadas por Monteiro Lobato. Nelas, os atores ganham corpo e voz dos animais, contando as histórias de forma a despertar o imaginário fantástico das acrianças.

Muito Barulho por Nada (Clowns de Shakespeare – Rio Grande do Norte)
Dia/ Hora: 10 de setembro, às 20h
Local: Sala Principal do Teatro Vila Velha
O espetáculo conta a romântica história de paixão entre Cláudio e Hero, e a destrambelhada troca de farpas entre Benedicto e Beatriz. Na dimensão da fantasia, tudo se passa na casa do patriarca e viúvo Sr. Leonato. Os amores guiados pela paixão ou pela razão são vitimas de um plano maquiavélico de Dom John, irmão bastardo do príncipe Dom Pedro. O tempero especial da montagem é a música, composta e tocada ao vivo pelos atores, em que Shakespeare cai no forró com os autores populares do Rio Grande do Norte, como CleudoFreire e Seu Izinho.

Canteiro de Rosa (Grupo Vilavox – Bahia)
Dia/ Hora: 11 de setembro, às 20h
Local: Sala Principal do teatro Vila Velha
A homenagem cênico-musical ao escritor mineiro Guimarães Rosa recria a atmosfera,a cadência e o enredo de três emblemáticos contos de sua obra: A menina de lá, Darandina e Sorôco, sua mãe, sua filha. Nas três histórias recriadas por Gordo Neto, personagens que vivem à margem da razão oficial transitam entre a loucura, a impostura e a poesia. Recheado de metáforas musicais e sonoras, o espetáculo acontece num cenário-instalação que evoca um canteiro de obras, como a lembrar o mundo e a linguagem em construção que Guimarães arquiteta.

Anankê (Gente Teatro de Títeres y Actores - México)
Dia/ Hora: 12 de setembro, às 10h
Local: Sala Principal do Teatro Vila Velha
Ser mulher, mulher de teatro e estrangeira, Estes são os três estigmas da protagonista de Anakê. Situada no meio do nada, fugindo dos horrores da guerra, ela viaja através do destino com suas necessidades, seus amores, sua alegria e sua dor. Ela conduz a platéia com movimentos precisos, numa inesperada viagem onde os títeres são ilimitados e a poesia se transforma em algo vivo em cena.

Antígona (Grupo Yuyachkani – Peru)
Dia/ Hora: 12 de setembro, às 14h
Local: Sala Principal do Teatro Vila Velha
A montagem do grupo peruano Yuyachkani sobre o clássico de Sófocles indaga e questiona o mito de Antígona em relação à realidade peruana, como uma maneira de apelo à memória histórico-universal que procure nela sinais para nos ajudar a entender a nossa própria realidade. Narrando a história de uma guerra cruel que levou ao confronto de irmão contra irmão, Antígona tem sido uma das tragédias grega clássicas mais representadas e adaptadas.

Desconcerto (Grupo Teatro Gente-de-Fora-Vem – Bahia)
Dia/ Hora: 12 de setembro, às 19h
Local: Cabaré do Teatro Vila Velha
Desconcerto é um monólogo onde a pianista Irene Della Porta fala com seu público, explicando o pacto que fez com seu empresário para tocar o Som do Silêncio no lugar da Sonata Patética, de Ludwig Van Beethoven. Este pacto a atormenta, mas, paradoxalmente, lhe traz um enorme êxito profissional, já que o público lota seus "desconcertos" para aplaudir seu fracasso. Estreada em 1981, no Ciclo de Teatro Aberto, em Buenos Aires, durante o período da Ditadura Militar Argentina, esta obra já foi traduzida e representada na Alemanha, Espanha, Itália e Inglaterra, transcendendo os regionalismos, já que alude à fascistização que qualquer sociedade humana impõe. O texto de Diana Raznovich foi considerada pelo Jornal El País, da Espanha, como uma das "mais belas e poéticas manifestações teatrais de nossa própria repressão".

Casa de Ferro (Grupo Estado Dramático – Bahia)
Dia/ Hora: 12 de setembro, às 20h
Local: Cabaré do Teatro Vila Velha
O espetáculo traz como temática a diáspora africana. Expondo o desenraizamento do povo africano e de sua cultura, passa pelo processo de dominação forçada e a posterior transcendência no âmbito mítico-ritualístico. Sua pesquisa cênica toma como base expressões populares brasileiras, como as danças dos orixás e capoeira de Angola em Salvador, o folguedo do Nego Fugido na região de Santo Amaro, o frevo de Recife , a Luta de Cristãos e Mouros na cidade do Prado, o Baile de Congo de São Benedito na cidade de Itaúnas e o Reis de Bois em São Marcos.
Sopro (Grupo Lume Teatro – São Paulo)
Dia/ Hora: 12 de setembro, às 21h
Local: Sala Principal do Teatro Vila Velha
Solo do ator Carlos Simioni dirigido pelo coreógrafo japonês Tadashi Endo, "Sopro" é um espetáculo onde o tempo e a ação são completamentedistintos do cotidiano, dando ao espectador a oportunidade para mergulhar no universo do nada e do desconhecido. O "Sopro" é tratado em cena como um momento de passagem de um estado para outro, um novo sentimento do tempo.
Áfricas (Bando de Teatro Olodum – Bahia)
Dia/ Hora: 13 de setembro, às 14h
Local: Sala Principal do Teatro Vila Velha
Primeiro espetáculo infantil da trajetória de 17 anos do Grupo de Teatro Olodum, Áfricas utiliza-se de uma linguagem repleta de músicas, cores e danças para abordar o universo mágico e lúdico das lendas e contos africanos que ultrapassaram séculos e continentes através das narrativas dos griôs, ancestrais detentores da sabedoria e da linguagem oral. O objetivo é despertar em crianças e adultos o desejo de conhecer mais sobre este continente complexo e diverso quetanto contribuiu para a cultura brasileira, em especial, para o povo baiano.

Shi Zen 7 Cúias (Grupo Lume Teatro – São Paulo)
Dia/ Hora: 13 de setembro, às 21h
Local: Sala Principal do Teatro Vila Velha.
Nesta montagem, os sete atores do grupo Lume Teatro utilizam seus corpos como recipientes com os quais contam uma versão particular do ciclo da vida. Através de quadros em movimento, sem palavras, com música e canções, unem a elegância estilística e o minimalismo do "Butoh-Ma" do coreógrafo japonês Tadashi Endo com a vitalidade da pesquisa dos atores da companhia.

No Me Toquen Ese Valse (Grupo Yuyachkani – Peru)
Dia/ Hora: 14 de setembro, às 20h
Local: Sala Principal do Teatro Vila Velha.
Espetáculo fragmentado, a montagem remete aos anos 90 e é composta de uma sucessão de canções e textos sobre a história de artistas mortos, que retornam ao palco para prestar conta das suas vidas. E para criar em cena a atmosfera desejada, o grupo se vale de elementos como o ritmo, a mudança de situações, a simultaneidade das ações, a precisão, o silêncio, o olhar, a condensação do movimento, a quietude e a imobilidade.
OBS: Foto do espetáculo "Antígona" (Grupo Yuyachkani – Peru)

sábado, 6 de setembro de 2008

Buenas, Olinda


Já acordasse em Olinda?

Lá na cidade alta, com os sinos chamando para a missa das 6, com o sol amarelinho amarelinho entrando pela janela através da tela dos mosquitos, muriçocas e maruins?

E foste dormir ao som de um sambinha ao fundo, risada e latidos vindos do quintal ao lado e do boteco lá adiante?

Olinda... meu recanto imaginário.
Uma noite apenas e de volta a Boa Viagem...